9.3.13
Nota de falecimento
Postado por lucas gandin às 4:59 PM 1 comentários
21.6.12
Ele partiu
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Imagem de autoria desconhecia.
Postado por lucas gandin às 4:32 PM 2 comentários
22.5.12
A rosa e a praia
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11.3.12
8º Prêmio Rubens Mazza e Chuchu de Ouro

PRÊMIO RUBENS MAZZA
Melhor Filme Trash: sem premiados
Melhor Filme: V de Vinhada
Melhor Direção: Felippe Degaut (V de Vinhada)
Melhor Ator: Bruno Santana (2012: Uma odisseia em busca do campus perdido)
Melhor "Atriz": Secretária Leopoldina "Leopoldo Villa" (V de Vinhada)
Melhor Ator Coadjuvante: Toni Scharlau Vieira (por todas as participações)
Melhor Atriz Coadjuvante: Recepcionista da Reitoria (2012: Uma odisseia em busca do campus perdido)
Melhor Ator Inútil: Mário Messagi Júnior (V de Vinhada)
Melhor Trilha Sonora: Le Decom Noir
Melhor Roteiro: V de Vinhada
Melhor Fotografia: Le Decom Noir
Melhor Edição: Le Decom Noir e V de Vinhada
Melhor cena "Ai, mi fodi!”: Travesti em Big Putz Brasil
PRÊMIO ESPECIAL MULETA DE OURO "O melhor momento é agora!" (em homenagem a Levi Crissi): sem premiados
PRÊMIO CHUCHU DE OURO
Pior Filme: Putz Rock
Pior Direção: André Andrade (Putz Rock)
Pior Ator: Protagonistas de 12: A Maldição do Duende
Pior Atriz: Franciele Schramm ( Vai Dar Tudo Certo)
Pior Clichê: Big Putz Brasil
Pior Edição de Som: 12: A Maldição do Duende
Pior Roteiro: Vai Dar Tudo Certo
Postado por lucas gandin às 10:13 AM 3 comentários
9.1.12
A criação de Curitiba
No segundo dia, Deus criou as árvores, matos e lagos e chamou-os de Parque Barigui, Jardim Botânico, Parcão do MON. E viu que era bom. Depois Deus criou a praça Santos Andrade, Tiradentes, Rui Barbosa e todas outras e também viu que era bom. Então Deus disse: “que se encham as praças de pombas e os parques de ratazanas e quero-queros e houve uma tarde e uma manhã”.
Ao terceiro dia Deus fez um luzeiro e o colocou no céu e disse: “ardei feito o fogo e esturricai Curitiba nos dias sem chuva” e viu que era bom. Então Deus criou o verão, outono, inverno e primavera e a neblina e disse: “alternai-vos e sucedei um ao outro em quinze minutos – todos os dias”, e viu que era bom. Houve uma tarde e uma manhã.
No quarto dia Deus criou os manos, os playba, os coxas, os velhos da rua XV, os pedintes de ônibus e todos os tipos de curitibanos. Aos ajuntamentos de curitibanos Deus chamou Boqueirão, CIC e Inter 2. Então Deus criou a passagem a R$ 1,00 e disse: “ide e infestei os parques e as praças todos os domingos”. Houve uma tarde e uma manhã.
No quinto dia Deus criou o natal, o ano-novo, o carnaval e a BR 277 e disse: “faça-se Caiobá e Guaratuba e as praias lotadas, a rodovia engarrafada, o bicho de pé e o pedágio” e assim foi feito. Houve uma tarde e uma manhã.
No sexto dia, Deus criou o mau-humor e o colocou dentro do elevador, do tubo de ônibus e repartições públicas e disse: “curitibanos, falareis leiTE quenTE e não direis ‘bom dia’ ao vizinho ou porteiro; reclamarais do tempo, do trânsito e da cidade, mas só vós o fareis”. E viu que era bom. Foi uma tarde e uma manhã.
No sétimo dia, Deus contemplou sua obra, se retirou e nunca mais voltou.
Postado por lucas gandin às 4:05 PM 1 comentários
15.11.11
31.8.11
A rosa e o pôr do sol
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20.5.11
Coleções
Postado por lucas gandin às 1:20 PM 2 comentários
9.5.11
A rosa e a poeira
Imagem de autoria desconhecida.
Postado por lucas gandin às 8:13 AM 0 comentários
11.4.11
25.3.11
Da fábula das horas que valem por minutos

Em meio às obrigações de cada um, os minutos se multiplicaram e o dia ganhou horas a mais, posto que mesmo com viagens e aulas, palestras e oficinas, projetos e estudos, eles iam trilhando um caminho nunca dantes extraordinário.
No rodopiar dos dias, seguiram e os minutos se somaram e foram horas. Horas todas paradas, de eterno-sempre, de felicidade clandestina, de suspiros surrupiados, de uma coisa simples de sentir e difícil de palavrear, mas que não há ninguém que explique e quem não entenda.
Já eram tantas as horas, de algarismos enfileirados, que precisam eles dividir em dias, em semanas e em meses e eles somavam seis – sem adicionar as horas do dia de hoje e de ontem. E quando passarem as de amanhã e depois e todas as horas a seguir, haverão de dividir os meses em anos. Mas serão ainda aquelas horas paradas, nas quais o mundo gira apenas para os outros.
E quem olhe de cima, pairado à linha dos acontecimentos, verá que essas tantas horas valeram por minutos.
Postado por lucas gandin às 1:10 PM 0 comentários
3.3.11
7º Prêmio Rubens Mazza e Chuchu de Ouro
Interrompo a programação do blog para anunciar os vencedores dos prêmios Rubens Mazza e Chuchu de Ouro, do 11º Putz
PRÊMIO RUBENS MAZZA
Melhor Filme Trash: Cara, cadê meu Bráulio?
Melhor Filme: Um dedo de prosa
Melhor Direção: Gabriela Muller (Cara, cadê meu Bráulio?)
Melhor Ator: Arturo Marenda (Um dedo de prosa)
Melhor Atriz: Camila Amaral (Cara, cadê meu Bráulio?)
Melhor Ator Coadjuvante: Lucas Fritzen (por todas as participações)
Melhor Atriz Coadjuvante: Delma Mascow (The Clipfather)
Melhor Ator Inútil: Jason Brito Pessoa (Cara, cadê meu Bráulio)
Melhor Cena: Cantada do Mário em Cara, cadê meu Bráulio
Melhor Trilha Sonora: Porra, Dolores
Melhor Roteiro: Um dedo de prosa
Melhor Fotografia: Porra, Dolores
Melhor Edição: Porra, Dolores
Melhor cena "Ai, mi fodi!”: Meninas na cozinha em Putz for Dummies
PRÊMIO ESPECIAL MULETA DE OURO "O melhor momento é agora!" (em homenagem a Levi Crissi): Vinhada nos anos 80 em Um dedo de prosa
PRÊMIO CHUCHU DE OURO
Pior Filme: Ela e Eu
Pior Direção: Giovanna Jambersi (The Clipfather)
Pior Ator: João Felipe Matos (Ela e eu)
Pior Atriz: Jéssica de Oliveira (Floresta Direta)
Pior Clichê: Ela e Eu
Pior Edição de Som: Ela e Eu
Pior Roteiro: Ela e Eu
Postado por lucas gandin às 12:02 PM 6 comentários
1.2.11
Da fábula da vida
“Psiu... psiu...”
Direcionou a cabeça ao som, mas parecia atordoado, talvez pela luz em excesso e o ar em falta.
“Acorda menino...”
Abriu a boca na tentativa de aspirar o máximo de ar possível e sentiu a maior dor que haverá de sentir na vida. Como se um soco lhe tivesse atingido o diafragma e a dor explodiu pelo corpo. O diafragma saltou num espasmo e o pulmão encheu de ar e então chorou, um choro seco, doído, intenso.
“Isso menino”.
E descobriu a vida e o carinho nos braços da mãe.
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8.1.11
A rosa e o muro
Apenas isso, ver as rosas; sem roubar-lhe um simples botão. Vê-las lhe enchia o peito duma calma corriqueira e uma breve felicidade estendida pelas horas seguintes.
Num desses dias, notou algumas pétalas rolando pelo chão algumas casas antes. Quando fitou o muro realizou que a roseira havia sido podada, decepada quase à raiz. Pelo chão as pétalas se misturavam aos galhos e folhas. Já distante, um jardineiro ia-se, exibindo a tesoura às costas na altura da cintura.
Julian Gasmar não se abateu: deixou o local e retornou em meia hora, munido de tinta e pincel. Algumas horas depois, o muro havia recuperado todas suas as rosas – só que agora ninguém seria capaz de rouba-las.
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16.11.10
Desaparecida
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26.10.10
A rosa e a canastrinha
Emília era criança demais para se dar conta de que a canastra era mágica. Guardou a tesourinha de uma perna só e, quando a pegou de volta, ela tinha as duas pernas; o relógio estragado soou o despertador horas depois de ter sido colocado na canastra; a bonequinha rasgada saiu dela costurada. Até a conchinha quebrada que Emília acabou de guardar irá se refazer.
Para onde ia, Emília carregava a canastrinha. Guardava e tirava dela as brincadeiras inventadas. Estava sentada na calçada em frente de casa, quando uma forte brisa lhe trouxe uma figurinha, daquelas que vem com as balas de cereja. Era um desenho que Emília não entendeu direito e havia algo escrito, mas a menina não sabia ler.
Uma brisa mais leve desviou seu olhar para um pontinho vermelho que rolava pelo chão. Emília levantou-se e vou atrás dele, tentou pegá-lo algumas vezes, mas a brisa sempre o empurrava para mais longe. Quando conseguiu, não soube distinguir ser uma pétala, apenas percebeu sua maciez e guardou-a na canastrinha. De repente viu outro ponto vermelho pairando no ar. Pulou uma, duas vezes e na terceira conseguiu pegá-lo: era outra pétala. E assim foi pegando todas as pétalas que vieram com o vento.
Voltou a sentar no chão e abriu a canastra para contemplar todas aquelas pétalas, que faziam uma espécie de tapete vermelho na caixa, que envolviam os outros tesouros que ali guardava. Distraída, não viu um rapaz passar por si; também não viu desprender das mãos dele uma pétala vermelha. Quando a notou, correu pegá-la e fitou, mais à frente, a rosa jogada; nela a última pétala. Mirou o rapaz, que já ia longe.
Emília sentou-se ao chão, tomou a rosa e cuidadosamente guardou-a na canastrinha. E então correu, com toda a velocidade que suas pernas conseguiram alcançar, correu com a única certeza de que alcançaria o rapaz. Quando chegou nele, tocou em sua mão, chamando-lhe a atenção. Abriu a canastra e tirou a rosa, inteira, robusta, bonita e cálida e disse, entregando-lhe a flor:
“É tua rosa, Julian... e dela precisas cuidar”.
Postado por lucas gandin às 6:14 PM 1 comentários
26.9.10
Ele
a sua boca se encaixa perfeitamente na minha.
Postado por lucas gandin às 8:47 PM 2 comentários
29.8.10
Construção
Assim que terminou o almoço foi a um telefone público e ligou para casa:
“Chego aí amanhã cedinho”, avisou.
Empolgou-se; o coração, feliz. Colocou o telefone no gancho. E de ímpeto, atravessou a rua, sem ver o ônibus biarticulado que vinha.
A ironia é que ele se chamava Natalício.
Postado por lucas gandin às 5:46 PM 3 comentários
20.8.10
Alucinação
Ainda me pergunto como conseguiu se espremer no pouco espaço que havia; de tanto dormir sozinho fiz do vazio um canto suficiente para mim. De tanto esperar por alguém, deixei de ficar acordado esperando a tua chegada.
Mas você veio, do longe desconhecido e eu não te recebi. Deliciosamente, você se achegou em meus braços, invadindo o lugar reservado que roubei de você. Teu calor aquiesceu meu coração e tive a certeza de que você veio para não partir.
Às vezes penso que estou atordoado, dopado com algum elixir exótico, que tua presença é uma sublime miragem, que o teu toque é algum efeito misterioso. Prefiro assim; prefiro tua presença inventada à tua ausência verídica. E espero que você tenha trazido mais deste elixir, porque deste efeito alucinógeno quero não acordar.
Imagem de autoria desconhecida.
Postado por lucas gandin às 8:53 PM 3 comentários
13.8.10
A rosa e o jardim
Olhou ao redor certo de que havia apenas ele por aquelas bandas; ninguém mais de esgueira numa sombra qualquer. Estava ouvindo coisas, pensou. Mas não... logo a sua frente apareceu um velho, de óculos escuros e trajando o mesmo avental que o botânico usava.
“As rosas!”, disse ele. E apontou para sua direita.
Julian Gasmar acompanhou os dedos com o olhar e vi aparecer diante dos seus olhos um jardim imenso, coberto de rosas de todas as cores. Quando intencionou inquirir o velho, ele já havia desaparecido.
Caminhou em direção aquele jardim. De início não mensurou o quanto longe era e nem por que estava indo naquela direção. Apenas foi. Mas já caminhava por um tempo demais passado quando percebeu que o jardim parecia ficar cada vez mais longe. Começou a correr, na tentativa de vencer o tempo e avançar espaço; se pudesse correria mais que a velocidade da luz. E correu, tão chispado, tão veloz que quando parou já estava no meio do jardim, rodeado por aquelas rosas todas.
Fitou o seu redor, mirando quantas rosas pudesse e sorriu, imaginando que elas eram todas suas. Então ouviu o sussurro de novo: “as rosas!”. Procurou o velho e não o viu. E de repente as rosas todas começaram a desaparecer. De repente tudo que foi dito se sublimou, tudo que ele viu se desmanchou e tudo o que ouviu foi tão só a voz da brisa.
De teimoso, tentou assegurar ao menos uma rosa, mas esta petrificou e se desmanchou em cinzas. E o jardim voltou a ser a cidade que era antes.
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