19.4.10
Coração
Postado por lucas gandin às 8:04 PM 3 comentários
10.4.10
Altar-mor
Dentro de si havia uma galeria, com espaço de destaque para as pessoas de que gostava. Distribuiu todos como santinhos em altares e era a eles que se curvava em devoção. Pois sabia que guardava um tiquinho de cada pessoa e se edificara pelo que elas o fizeram ser. Mas havia um cantinho, não mais nem menos importante, onde estava o altar-mor, destinado ao seu amor; e, embora tivesse a imagem nas mãos, alguma coisa o atrapalhava de colocá-la li.
Imagem de Archerphoto.
Postado por lucas gandin às 4:42 PM 1 comentários
5.4.10
De aura dourada
Postado por lucas gandin às 8:03 PM 4 comentários
28.3.10
Ela
A cadeira em frente, vazia. No copo, a marca recente do batom. O saldo da noite: vinte e dois reais mais o serviço do garçom.
Imagem de Gonçalo Motta.
Postado por lucas gandin às 7:57 PM 3 comentários
21.3.10
Embora houvesse a luz dos postes, a rua possuía uma aura escura e densa que a tornava pesada. Percorrer seus poucos quilômetro foi como entrar num mundo que se revela ao breu. A cada passo, sentia-se puxado para aquele mundo, sentia sua poeira lhe povoar a pele e sufocar a respiração.
Olhava ao redor e não conseguia enxergar um semelhante, eram todos desgraçados, cada qual em sua própria desgraça, uma desventura estéril, demente. Pareciam todos espíritos malogrados a uma pseudoexistência.
Às vezes cruzava com alguém, num passo apertado. Insinuava quase ilusório uma mesma rua servir de trajeto e de casa, porém eram tantos os papelões espalhados sob as marquises e os cobertores rotos contra a frieza do albergue. Os que não dormiam, cambaleavam bêbados, até que as pernas não mais sustentassem o fraco esqueleto e então eles se arrastavam.
Mas foi no olhar que os viu desgraçados; irmãos seus fadados a uma peça da vida. Olhar mareado, distante, forçando um foco que em vão tentavam buscar. Sentiu-se claustrofóbico, não podia despertá-los do sono ébrio que dormiam. Mais à frente, um orelhão se iluminou duma luz bem amarela que rompeu o côncavo da cabine e varou a rua como uma certeza.
Não atreveu olhar, buscou o canto do olho e desvendou pelo cheiro: um trago e o devaneio abriu as portas pela qual o cara entrou. Ali, às escondidas, às encolhas, era uma porta minúscula, mas a cada dia mais gente por ela entrava. Mas ninguém viu, estavam todos ensimesmados em suas venturas que aquela decrépita rua há muito perdera sua beleza: dos casais apaixonados, restou os cafajestes; do cavalheiro, o dentinho de ouro; da moça apaixonada, a prostituta. Do amor, a desgraça comum.
E naquela rua, cada qual com sua sina: sua desgraça era uma rosa, já murcha e de caule ressequido, cujas pétalas desprendiam e rolavam além, carregadas pelo vento.
Imagem de autoria desconhecida.
Postado por lucas gandin às 6:45 PM 1 comentários
11.3.10
Louco
Amo.
Mesmo?
Mesmo.
Mesmo... mesmo?
Aham...
Aham ou mesmo?
Sim.
Sim o quê: aham ou mesmo?
Sim eu te amo.
De verdade?
...
Fala, de verdade?
Eu te amo, meu bem.
De verdade?
Sim, de verdade.
Ama como?
... amando...
Você vai ficar comigo pra sempre?
Eu estou com você.
Mas você vai ficar pra sempre?
Sente aqui, meu bem: meu coração acelerado, minhas mãos geladas; é assim sempre que estamos juntos. Nem são eu seria louco de ficar sem você.
Postado por lucas gandin às 8:06 PM 3 comentários
6.3.10
Prêmios Rubens Mazza e Chuchu de Ouro
Melhor Filme Trash: O macaco assassino da floresta
PRÊMIO CHUCHU DE OURO
Pior Filme: Murphy versus Ronaldo
Um comentário: que puta desorganização. Sério, calouros 2010, façam melhor ano que vem, por favor, se for pra ser nesse amadorismo merda então nem façam.
Postado por lucas gandin às 6:23 AM 3 comentários






